5dez 2021
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Línguas indígenas de sinais: uma reflexão sobre as emergências linguísticas

Este trabalho, que é parte de uma pesquisa de mestrado em Letras em andamento, tem por objetivo refletir sobre a emergência das línguas de sinais indígenas e a urgência de seus estudos enquanto forma de revitalização linguística e, consequentemente, parte da resistência dos povos indígenas. A partir dos resultados obtidos através de uma pesquisa bibliográfica no banco de Teses e Dissertações da CAPES, utilizando para isso os descritores: “Língua de sinais indígenas”; “Língua de sinais emergentes”; e “Indígenas surdos”, foram localizadas quinze pesquisas realizadas entre os anos de 2008 e 2020 que abordaram a temática “indígena surdo” e destas, dez investigaram especificamente as línguas indígenas de sinais de diversos povos: Terena, Sateré-Mawé, Paiter Suruí, Guarani Kaiowá e Akwê Xerente. Embora a Libras seja reconhecida enquanto língua de sinais dos surdos brasileiros, as pesquisas existentes alicerçaram discussões sobre a existência de línguas de sinais específicas em diversos Territórios Indígenas, bem como sua inter-relação com a cultura e a sua importância nas práticas comunicativas dentro do território, levando-nos a refletir sobre a importância do mapeamento dessas línguas para a garantia dos direitos linguísticos dos indígenas surdos.